terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

23º Dia - DE ASTORGA A  FONCEBADON

Dia 14set14 - 26 Km

 Saímos as 07 h da linda cidade de Astorga e paramos para tomar café da manha (desayuno) em Murias de Rechivaldo (4 km). Foi uma delicia, em todos os sentidos. A proprietária do Meson El Lar me perguntou se queria entrar e ajudá-la com o suco. E foi me falando como usar o processador e os ingredientes. Fiz um delicioso suco de laranja, cenoura e gengibre, enquanto ela preparava as tostadas. 
  Meson El Lar em Murias de Rechivaldo 
  Zaira e Marcelino Alchiere chegando -Santa Catalina de Somoza 
 Um dos raros momentos que vi uma viatura policial, acredito que era porque havia uma festa na cidade. Muita tranquilidade durante todo caminho.

Pausa para ir ao banheiro e descansar um pouco


 Reabastecendo o estomago em frente a igreja. Uma local nos viu e veio abrir a porta para nós.    
 Quando chegamos a Rabanal a festa estava no fim, um desfile a cavalos com homens vestidos como na idade medieval. Haviam ainda homens e mulheres com umas roupas típicas. 


Pensamos em ficar neste albergue, mas era cedo ainda, por volta de meio dia e já haviam duas peregrinas aguardando. Então resolvemos almoçar por aqui mesmo e decidir o que fazer de barriga cheia (risos). Fazia um dia muito abafado e uma chuva forte começou a cair. O Menu peregrino servido foi o segundo melhor do melhores, sopa de feijão (primeiro prato), lulas (segundo) e sobremesa creme espanhol (o cozido maragoto, famoso por aqui, vai ficar para proxima vez). Tudo isso acompanhado de pão e vinho. AH, O VINHO!!!! o vinho foi um caso a parte neste dia.  

Vestidas de tomate, seguimos em direção a Foncebadon, pois ainda chovia. ( lembram do vinho, pois é! Dá nisso: SÓ RISOS!!!!)
  Para o alto e avante! Pois é, lá no alto está Foncebadon, cerca de 1500 m de altitude.  
Vista do Albergue Cruz de Ferro em Foncebadon
Quando chegamos em Foncebadon procuramos vagas em dois albergues e não haviam. Em um deles nos ofereceram dormir numa sala de yoga (?). Resolvemos procurar mais. Pela primeira vez, o desespero bateu.  Então fomos na parte mais alta da cidade, lá estava o Albergue Cruz de Ferro e haviam vagas. Tornamos a encontrar Ely Ribeiro, Jane Machado e Telmo. Aqui conhecemos uma venezuelana de nome Barbara, funcionária do albergue, e que é encantada pela nossa língua.  
Foncebadon já foi uma importante cidade, com construções datada do sec X. Hoje está reduzida a ruínas. Aqui a atração é um bar e estaurante medieval, La Taberna de Gaia (nós não. 

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

22º Dia - De VILLADANGOS DEL PÁRAMO a ASTORGA 

Dia 13set - 30 Km

Saímos de Villadangos às 06:10h, na escuridão, sob relâmpagos e trovões, no entanto não choveu.


 Chegando a Hospital de Órbigo, palco de batalhas medievais e que foi construída para ser um memorial em homenagem a todos os feridos
 Ponte medieval sobre o Rio Órbigo, passou por reforma, mas manteve a estrutura original


 
 Atras do cruzeiro, a cidade de Astorga  






 Palácio de Gaudi, Museu

 Catedral de Astorga
  

 Menu peregrino: o melhor dos melhores foi aqui em Astorga


 Passamos um perrengue para chegar no nosso albergue, uma subida cansativa num dia muito quente.
Sinais de cansaço pois fazem quase 25 dias que estamos fora de casa. 
Hoje consegui comprar uma papete, uma boa aquisição.
Em Astorga não deixe que comprar seu chocolate, vendido em muitas lojas, na vitrine.  

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

21º Dia - De LÉON a VILLADANGOS DEL PARAMO

Dia12set14 - 22 Km


 As manhãs estão cada dia mais escuras. Hoje saímos do albergue as 07:00h para que pudéssemos ver um pouco mais a linda cidade de Léon.



                                                     Parador de San Marcos
De pé Ely Ribeiro, sentadas Eu e Zaira. Á frente Telmo e Marcelino 
 Peregrino descansando e outro brincando  

 Puente de San Marcos em Léon 

Igreja da Virgem Del Camino
Valverde de La Virgem (ninhos de cegonha)

San Miguel Del Camino
  O Sr. Agapito continua aqui, firme e forte, cuidado dos peregrinos com seu imenso coração - em San Miguel Del Camino

 O Sr Agapitol quando nos viu correu para dar boas vindas, ele estava fazendo uma pintura na casa dele
Ficamos ali conversando por algum tempo admirados pela bondade deste homem e de tantos outros que encontramos. Na despedida, nos trouxe flores de seu quintão. Não é um fofo?   

Meus pesitos! Uma bolha já secou, ainda tenho duas nos calcanhares e estou enfaixando todos os dias, para proteção. 
Depois de um breve descanso, com nossas roupas lavadas e postas para secar no Albergue Municipal, fomos comer no único restaurante que tinha por lá (foi nossa pior refeição). 
Na rua encontramos uma brasileira, do Amazonas, que reside em Villadangos. Ela estava com marido e filha. Foi uma sensação muito boa, quando essa brasileirinha nos ouviu conversar e correu para para falar conosco. Gente, ela nos deu tanto abraço! Pegou a filha para que ela falasse algumas palavras e disse que estava ensinando-a falar português. Ela contou ter muita saudades do Brasil, mas principalmente de falar nosso idioma. Nos despedimos com abraços e beijos, e o coração apertado.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

20º Dia - De MANSILLA DE LAS MULAS até LEON

Dia 11set14 - 21 Km


     Nossa primeira chuva na Espanha, mas não diminuiu o calor  


Essa belezura nasce em meio as pedras: linda, simples assim 

Léon
Casa Botines, desenhada pelo arquiteto espanhol Antoni Gaudi e construída de 1892 a 1893 
 Com ele, o Gaudi



Catedral de Léon
 




 
Léon, capital da província, é uma cidade grande e cheia de atrativos, então pegamos o trenzinho pra dar tempo de ver tudo, com os amigos Ely Ribeiro, Zaira e Marcelino Alchiere




Aguardando o momento da benção do peregrino no mosterio 

 Peregrinos chegando para a benção, que foi celebrada em canto gregoriano




 um brinde a Léon