Dia 15set2014 - 27 Km
Saímos as 07:00h numa manhã muito escura e sob neblina. Foram 6 km até a Cruz de Ferro com diferença de relevo de 300 metros de altitude.Nos disseram que fazia 0º, eu quase congelando.
Desde que acordei o meu pensamento era em meus pais, Dona Filhinha e Seu Zé, algo forte, de doer o peito.
Senti muitas saudades de meus velhinhos.
Esse dia é muito significativo para todos que aqui peregrinam. Tornou-se uma tradição secular, deixar aos pés da cruz uma pedra trazida consigo desde o início do percurso. Acreditando que esse gesto simboliza o antes e o depois, como deixar um problema para trás, superando-o.
Chegar até aqui foi muito rápido, apesar da distancia, trazia em minha cabeça um turbilhão de pensamentos.
Não dá pra descrever a emoção de chegar até aqui.
Deixei as pedrinhas, que trouxe de casa, e entreguei minhas
dificuldades, também deixei aos pés da cruz as intenções daqueles que me recomendaram orações. Foram poucos minutos ao pé da cruz, mas pensei em meu filho amado, em como cresceu, hoje um adulto responsável. Dei graças por isso !
Dei graças pela presença de Zaira e Marcelino, casal abençoado.
Juntos choramos abraçados, um misto de sentimentos, saudades, sofrimentos, satisfação, alegria, que nos geraram felicidades.
"A emoção de viver o caminho somente o Alzheimer poderá me fazer esquecer".
Descendo para Manjarin, mas querendo ficar na Cruz de Ferro
A ficha ainda não caiu, já passamos pela cruz de Ferro.
Com Zaira e Marcelino Alchiere
Abaixo, El Acebo, onde lanchamos café com tostadas e fizemos um breve descanso.
No Caminho até Ponferrada há muitas pedras e risco de acidentes (aqui até me deparei com uma serpente (snake). Sua paisagem montanhosa é uma das paisagens mais bonitas do trajeto.Almoçamos um delicioso menu peregrino no Restaurante Casa Rural El Reloj em Molinaseca. (ao fundo)
A Situação após o almoço. Eu "en guardia"
Ponferrada
Castelo dos Templários, Ponferrada











